quinta-feira, 5 de maio de 2016

Conhecendo Hérnia Inguinal























Consulta Cirurgia Geral Hernias Inguinais

Estava ansioso pelo dia de hoje, tinha agora tarde uma consulta no ambulatório de cirurgia geral, mesmo sabendo que iam barrar, pois nada está sendo normal ultimamente, para a biopsia que preciso da próstata pois estou com alteração de 5,74 e isso indica a necessidade, a anestesia ambulatorial já negou a indicação só depois de passar novamente pela cardio, e com indicação que tenha um leito na uti disponivel dado os resultados da ultima cintilografia de perfusão.
bom fui...
para começar olha como estava:
Dá para se ter uma ideia do fluxo nos ambulatórios 7 e 8 ...


Noticias da Cirurgia Geral, só depois de terminar o tratamento com as instilações intravesicais com BCG é que é recomendado a cirurgia das hérnias inguinais bilaterais, quanto a dor, "vai ter que conviver com ela, mas o senhor já as tem, então vai tirar de letra, mas se piorar volta aqui".... e assim foi esta tarde de apalpações, gemidos, lágrimas involuntárias a escorrerem pelos olhos com a pergunta irônica : está doendo?!




Resultado: sai com as dores, mancando, e agora pensando na instilação intravesical com BCG a ser aplicada amanhã, sexta feira dia 06/05/16
05/05/16

terça-feira, 1 de março de 2016

Citoscopia dia 22/02

A cistoscopia, exame intravesical para observação e acompanhamento do es adiamento do CA, desta vez foi retirado vários fragmentos para novas biópsias.
Chegamos as 7h20 da manhã, jej de a mentos desde as 22 hs do dia anterior e de água desde as 00 h...
Me juntei a outros no 9° andar, isso depois dw passar por seguranças que teimam além de verem a carteirinha e o RG, a olharem e lerwm as apacs e encaminhamentos nhamentos, mesmo alertados que é contra a lei.
Lá, jovens estudantes reunidos, um professor muito exigente.
Perto das 9 hs vee. Os residentes passar os pacientes internados, cumprimentos e conversas rápidas com cada um que espera: um cistoscopia (eu), um postectomia, outra retirar um duplo j, dois internamentos de renal, o meu antigo colega de quarto Alair, com seus rins doentes.

E outros que iam à ressonância.
O dia começou, ao centro cirúrgico ia um a um, hora um internado, hora um que estava na sala.
E um dos médicos vez ou outra passava e avisava : não sai daí, que hoje sai.
Outro dizia : é um pouco confuso, mas sabia que é encaixe , não ?!
Outro: o senhor conhece os procedimentos, é só aguardar.
Minha fome já passara por todos os estágios, minha sede, está ainda foi provocada com uma jarra trazida pela enfermeira e posta na mesinha de centro.
As 15h30 pediram que trocasse de roupa, coloquei a calça e a túnica, porém só serviu para atiçar o ciúme do homem da prostec, que já estava ansioso.
Só fui levado as 18h10, na sempre pequena maca, centro cirúrgico, anestesista Patricke, chefe do exame Victor, Gino e Bruno.
A agulhada na mão doeu muito, como avisado o narcótico queimou a veia.
Fui neste momento então que recebi a notícia de que vários fragmentos foram retirados:
- não precisa se preocupar com isso, é normal retiradas para análise.
Fiquei no pós até 19h55, depois levado ao 9°.
E ao chegar, o casal, aquele da prostec estava indo embora para voltar outro dia, soube que tiveram uma boa discussão sobre o tempo que perderam de espera.
Só em que 30 dias o

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Auxílio Doença



O que é o auxílio-doença?

É um benefício mensal devido ao segurado pela Previdência Social que, por mais de 15 dias, ficar incapacitado temporariamente para o trabalho em virtude de doença ou acidente.

O paciente com câncer, segurado pela Previdência Social, tem direito ao auxílio-doença?

Sim, desde que fique temporariamente incapacitado para o trabalho.

Como é verificada a incapacidade temporária para o trabalho?

A constatação da incapacidade dá-se por meio de perícia médica 
realizada pela Previdência Social. Não tem direito ao auxílio-doença 
quem, ao se filiar à Previdência Social, já tiver doença ou lesão 
que geraria o benefício, a não ser quando a incapacidade resulta 
do agravamento da enfermidade.

Há prazo de carência para o segurado ter direito ao auxílio-doença?

Via de regra, para ter direito ao benefício, o trabalhador precisa 
contribuir para a Previdência Social por, no mínimo, 12 meses. 
Todavia, o cumprimento do período de carência deixa de ser 
exigido em caso de acidente do trabalho, bem como quando 
a incapacidade estiver relacionada às seguintes doenças: 
tuberculose ativa, hanseníase, alienação mental, neoplasia maligna (câncer), 
cegueira, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave 
( a minha é Tri arterial grave), 
doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, 
estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante), AIDS, c
ontaminação por radiação, hepatopatia grave, fibrose cística (mucoviscidose).

O servidor público também tem direito ao auxílio-doença?

Os servidores públicos possuem regras próprias, mas todos devem 
ter garantida a cobertura de benefícios correspondentes ao auxílio-doença 
e à aposentadoria por invalidez. Os servidores públicos deverão 
seguir o procedimento previsto nos seus Estatutos para requerer 
o benefício. O departamento de recursos humanos do órgão público 
ao qual o paciente é vinculado poderá prestar todas as informações necessárias.

Como obter o auxílio-doença?

Para obter o benefício, o paciente, segurado pela Previdência Social, 
deve comparecer, pessoalmente ou por intermédio de um procurador, 
a uma Agência da Previdência Social, preencher requerimento próprio, 
apresentar a documentação exigida e agendar realização de perícia médica. 
O auxílio-doença também pode ser requerido via Internet no site 
da Previdência Social ou pelo telefone gratuito 135, que funciona de 
segunda a sábado, das 7h as 22h.

Quais são os documentos necessários para obtenção do auxílio-doença?

A documentação exigida para análise do pedido de auxílio-doença 
dependerá da categoria na qual o segurado está registrado na Previdência Social. 
Essa informação está disponível no site da Previdência Social
Para os empregados com carteira de trabalho assinada - a grande 
maioria dos trabalhadores - os documentos exigidos são:
  • Carteira de Trabalho original ou documentos que comprovem a 
  • contribuição à Previdência Social.
  • Número de Identificação do Trabalhador – NIT (PIS/PASEP);
  • Relatório médico original com as seguintes informações: diagnóstico 
  • da doença, histórico clínico do paciente, CID (Classificação Internacional 
  • de Doenças), eventuais sequelas provocadas pela doença, justificativa 
  • da incapacidade temporária para o trabalho. O relatório deve conter data, 
  • assinatura, carimbo e CRM do médico.
  • Exames que comprovem a existência da doença.
  • Procuração, se for o caso.

Qual o valor do auxílio-doença?


O auxílio-doença será o equivalente a 91% do valor do "salário de benefício” 
não podendo exceder à média aritmética simples dos últimos 12 salários de 
contribuição ou, se não alcançado o número de doze, a média aritmética 
simples dos salários de contribuição existentes, inclusive em casos de 
remuneração variável. O auxílio-doença é isento do imposto de renda.

Obs.: O "salário de benefício” dos trabalhadores inscritos até 28 de 
novembro de 1999 corresponderá à média aritmética simples dos 80% 
maiores salários de contribuição, corrigidos monetariamente, desde julho 
de 1994. Para os inscritos a partir de 29 de novembro de 1999, 
o "salário de benefício” será a média aritmética simples dos 80% 
maiores salários de contribuição de todo o período contributivo, 
corrigidos monetariamente.
 
Quando o paciente começa a receber o auxílio-doença?


No caso dos trabalhadores com carteira assinada, exceto os domésticos, 
os primeiros 15 dias são pagos pelo empregador; a Previdência 
Social paga a partir do 16º dia de afastamento do trabalho. 
Se o pedido de auxílio-doença do empregado não for feito até o 30º dia 
da data do afastamento, a Previdência Social fará o pagamento do 
benefício somente a partir da data em que o pedido foi protocolado.

Já os demais segurados recebem a partir da data do início da incapacidade 
ou da entrada do requerimento, quando feito após o 30º dia do 
afastamento da atividade.

Se o paciente somar mais de 30 dias não consecutivos de 
afastamento ele terá direito ao auxílio-doença?

Depende. Quando o segurado somar mais de 15 dias de afastamento 
pela mesma incapacidade declarada no CID dentro de um período 
máximo de 60 dias, haverá sim a possibilidade do recebimento do 
auxílio-doença pago pelo INSS.

Quando o paciente deixa de receber o auxílio-doença?

O auxílio-doença deixa de ser pago quando o segurado recupera a 
capacidade para o trabalho ou quando o benefício se transforma em
aposentadoria por invalidez.
A perícia médica estabelecerá o prazo que entender suficiente para 
a recuperação da capacidade para o trabalho do segurado. 
A partir dessa data o segurado deve retornar ao trabalho. 
Caso considere esse prazo insuficiente, o segurado deve requerer 
sua prorrogação nos 15 dias que antecederem ao fim do benefício, 
devendo realizar nova perícia. Esse pedido pode ser feito na Agência 
da Previdência Social responsável pela concessão do benefício, 
pela Internet no site da Previdência Social ou pelo telefone gratuito 135, 
que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.
Existe algum programa de reabilitação profissional, caso a 
incapacidade relacione-se apenas a alguns tipos de atividades?

Se constatado que o beneficiário do auxílio-doença não poderá 
retornar para sua atividade habitual, deverá participar do programa 
de reabilitação profissional para o exercício de outra atividade, 
prescrito e custeado pela Previdência Social, sob pena de ter o 
benefício suspenso. Depois de concluído o processo de reabilitação 
profissional, a Previdência Social emitirá certificado indicando a 
atividade para a qual o trabalhador foi capacitado profissionalmente. 
A Previdência Social fornecerá aos segurados recursos materiais 
necessários à reabilitação profissional, quando indispensáveis ao 
desenvolvimento do respectivo programa, incluindo próteses, órteses, 
instrumentos de trabalho, implementos profissionais, auxílio-transporte 
e auxílio-alimentação. O trabalhador em gozo de auxílio-doença 
tem prioridade de atendimento no programa de reabilitação profissional.
O que o paciente deve fazer se tiver seu pedido de auxílio-doença 
negado injustamente?

Quando o pedido de concessão ou prorrogação de auxílio-doença for 
negado, o paciente que se sentir prejudicado poderá formular pedido 
de reconsideração no prazo de até 30 dias após a ciência da avaliação 
médica ou a da cessação do benefício. Esse pedido pode ser feito na
 Agência da Previdência Social responsável pela concessão do benefício, 
pela Internet no site da Previdência Social ou pelo telefone gratuito 135, 
que funciona de segunda a sábado, das 7h as 22h. 
Se o resultado ainda for desfavorável, o paciente pode 
ingressar com ação judicial.

É possível ajuizar ação judicial para concessão de auxílio-doença 
por meio do Sistema dos Juizados Especiais?

Os Juizados Especiais Federais são competentes para julgar ações 
objetivando a concessão do auxílio-doença cujo saldo não supere 
o valor de 60 salários mínimos. O acesso aos Juizados é gratuito, 
não sendo necessária a contratação de advogado. Clique aqui para 
conferir a relação dos Juizados Especiais Federais instalados no Brasil 
ou informe-se na Justiça Federal de sua região. Também é possível 
ajuizar essa ação por intermédio da Defensoria Pública da União ou 
de um advogado particular.
Observações:
  • Para ter direito aos benefícios da Previdência Social, o trabalhador
  • precisa estar em dia com suas contribuições mensais, caso contrário, 
  • pode perder a qualidade de segurado. Há situações em que o trabalhador 
  • fica um período sem contribuir e, mesmo assim, mantém a qualidade 
  • de segurado. É o chamado "período de graça". Confira essas hipóteses 
  • no site da Previdência Social.
  • O paciente pode comparecer à perícia médica acompanhado de um 
  • médico de sua confiança, desde que arque com os respectivos custos.
  • O pedido de auxílio-doença poderá ser feito desde o primeiro dia de 
  • afastamento caso o empregado já tenha documentos médicos que
  •  indiquem que ficará mais de 15 dias afastado.
Saiba mais
Legislação

Lei nº 6.880, de 09/12/1980 (art. 67, §1º, "c") - Dispõe sobre o Estatuto dos Militares.

Lei nº 8.112, de 11/12/1990 (art. 184, inciso I; art. 186, inciso I e §1º) - 
Dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das 
autarquias e das fundações públicas federais.

Lei nº 8.213, de 24/07/1991 (art. 1º; art. 18, incisos I, II e III) - 
Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social.

Decreto nº 3.048, de 06/05/1999 (art.71 e art. 75, parágrafo 4º e 5º) -
 Regulamento da Previdência Social.
 - Relação de doenças graves que independem de carência para concessão 
de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez.
 Dispõe sobre a reestruturação da remuneração dos militares das Forças Armadas.

Decreto nº 4.307, de 18/07/2002 -  Regulamenta a Medida Provisória
 nº 2.215-10, de 31/08/2001.

Decreto nº 5.844, de 13/07/2006 (art.1º que acrescenta parágrafos ao 
art. 78 do Regulamento da Previdência Social) - Autoriza peritos do INSS 
a fixar prazo para recuperação da capacidade laborativa (retorno ao trabalho).
Dispõe sobre a administração de informações dos segurados, o reconhecimento, 
a manutenção e a revisão de direitos dos beneficiários da Previdência Social 
e disciplina o processo administrativo previdenciário no âmbito do Instituto 
Nacional do Seguro Social – INSS.

8 coisas que as pessoas com câncer, realmente querem dizer

Um diagnóstico de câncer é difícil para todos. Além de lidar com o 
tratamento os pacientes precisam conviver com todos os estereótipos 
e equívocos sobre o que realmente significa ter um diagnóstico de câncer. 
Aqueles que acompanham todo o processo podem muitas vezes 
cometerem algumas "gafes”, como acreditar que sabem o que o 
paciente está passando ou saberem exatamente o que dizer 
quando ele conta o diagnóstico.

E se você realmente acredita que precisa fazer algo, é importante 
que saiba que muitas vezes, alguns pacientes não se sentem 
confortáveis em "dizer como estão”. Além do medo de parecerem 
rudes e insensíveis, eles ainda se sentem intimidados por 
sentirem que o diagnóstico pode trazer, junto aos desafios, 
um belíssimo atestado de "mal humorado” e também se 
frustram quando as pessoas falam coisas erradas. 
Compreendemos que é difícil para os amigos e familiares 
saberem exatamente o que dizer, bem como ‘quando’ e 
‘como’ fazê-lo. Mas, quando se trata de câncer, ser honesto
com nossos sentimentos é a melhor solução para todos os envolvidos.

1. O novo "normal” é assustador
Realmente assustador. Então não desapareça quando o tratamento
 terminar! Precisamos de você e agora mais do que nunca!
Sabe, meu tratamento é estranho, me sinto estuprado, sim
há uma posição extrema de vulnerabilidade, aí a introdução
da sonda, aí a intilação de BCG, e puxa os sintomas depois:
suor, febre, arrepios, ardencia, gemidos, gritos, medo de fazer 
algo na rua, de não dar tempo de chegar em casa, ou de chegar
no banheiro, e se chegar no banheiro que não de casa como ir para casa?
não há nada de normal...

2. O câncer não é contagioso
Você não precisa nos evitar, tá? E se pensar que não deve se 
aproximar por medo de não saber exatamente o que falar, 
saiba que um simples abraço poderá resolver muita coisa.
Acho muito estranho isso, pois quando estou de máscara
as pessoas nem sentam ao meu lado, mesmo com o 
ônibus lotado.

3. Tudo pode piorar 
Não me diga que você "sabe o que estou sentindo” se esse momento chegar. 
Eu gostaria de poder estar a seu lado e lhe dar a mão, meu colo, meus ouvidos.

4. Se você não pode lidar com isso, não tenho tempo para você
Então se você for embora, não tente voltar quando eu estiver novamente saudável. 
parece doloroso, mas é verdade, mesmo que eu te ame ainda que chega a doer.

5. A experiência com o câncer é individual
Pensando nisso, que tal uma pausa em assuntos mais pesados?
 Se você puder evitar de falar do seu primo, da sua cunhada 
ou daquela vizinha que morreram de câncer, isso realmente ajudaria muito! 
Parece coisa absurda, mas tenho uma vizinha ali no Moradias Bom Jesus,
que toda a vez que me vê, fala sobre alguém que faleceu
pelo câncer e aí me fala: mas você está bem, não é?

6. Transtorno psicótico por químio e outros fármacos é real
E, assim como a nossa falha de memória, é difícil de lidar. 
Por favor, seja paciente comigo. Não é exatamente com essa
 imagem que eu gostaria de ser lembrado...
Mas não néh?!

7. O câncer não me define
Então, por favor, conversemos sobre outra coisa! Ainda sou eu. 
Arte, adoro falar de arte, de educação, de psicologia... de minhas filhas!
Sinto tanta saudade de minhas filhas, mais da pequena com a qual 
convivia diariamente desde que nasceu e sou privado, dói.

8. Viver com câncer é uma montanha-russa emocional

Do tipo que te pendura de ponta cabeça e te deixa vermelho! 
Mas, sim, a gente tenta ser otimista na maior parte do tempo...
Mas ás vezes não dá, e muitas vezes até chegamos a cometer erros
para que as pessoas se afastem de nós, não porque não gostamos 
delas e sim para protegê-las de verem nosso sofrimento,
pena que algumas se afastam e não retornam e ainda nos fazem
sofrer mais!

5 Maneiras para Ajudar a Minimizar o Impacto do Diagnóstico de Câncer

Nos últimos anos, fiz mais do que apenas percorrer um longo caminho emocional,
e prático, sobre meu tratamento de Linfoma. Ao mesmo tempo em que as
reflexões antigas permaneciam na minha cabeça, dúvidas como "porque eu?",
ou até mesmo "por quanto tempo eu vou viver?", eu descobri pequenas
dicas e diferentes enfoques, que me ajudaram a passar por tudo isso:

  • Agradeça tudo o que você tem
Eu não tenho tanta sorte. Tenho um Linfoma agressivo, que não pode ser
curado, me restando apenas alguns tratamentos. No entanto, a falta de
sorte que tenho por estar doente é recompensada por ter o apoio de minha
esposa, família e amigos, que me ajudam tanto do emocional, como prático.
Também tenho a sorte de contar com um bom plano de saúde, não tendo
assim grandes preocupações financeiras. Sempre que preciso ir ao hospital,
lembro que muitas pessoas estão em situações bem piores. E que eu não
tenho o direito de reclamar.

  • Uma coisa de cada vez
Não é possível processar todas as informações e detalhes do tratamento.
O melhor conselho que recebi da equipe médica responsável pelo meu
tratamento foi que eu levasse o meu tratamento passo a passo.
Me preocupar sempre com o estágio atual, não com o futuro.
Dividindo o tratamento em etapas, eu também poderia celebrar
cada etapa, comemorar cada vitória.


  • Não se assuste com as estatísticas
No meu caso, eram as piores. Mas como qualquer estatística, se
trata de uma média, e eu sou um indivíduo. No início, levei muito
a sério as estatísticas, mas no decorrer do tratamento vi que elas
variam com a idade, estado geral de saúde, tratamentos anteriores,
o que acabou aumentando as minhas chances. Alguns médicos
me abriram os olhos quanto a isso.

  • Se informe, mas não tanto
Logo que fui diagnosticado, passei muito tempo pesquisando sobre
a doença na internet. Procurava, além de informações científicas,
relatos de pacientes, com suas experiências com a doença.
Com o tempo encontrei um meio termo, entre a informação
que eu precisava para me sentir confiante, mas não tanto,
a ponto de tornar uma obsessão e me preocupar ainda mais.
Dentre as informações, preferi acreditar mais no que era me
dito pelos médicos que cuidavam do meu tratamento.

  • Crie o seu banco de dados
Minha vida estava em risco e eu precisava gerenciar meus exames,
 informações e interações com minha equipe médica.
Comecei fazendo um fichário, organizado por tópicos.
Com o tempo passei tudo para o iPad, para facilitar as
anotações em cada consulta. Sempre me preparava
antes de cada consulta, e de acordo com tudo que tinha anotado,
me sentia mais confiante para questionar os médicos sobre possíveis
mudanças no meu tratamento. Meus médicos me conheciam por
ser um paciente competente e preparado, o que acabou por estreitar
nossas relações.
Essas são as minhas sugestões práticas. Sinta-se a vontade para sugerir 
e complementar, adequando assim para uma reflexão mais profunda 
sobre a sua vida e seu tratamento. Tenha sempre em mente o que 
você quer que a sua vida seja, durante e após o tratamento. 
Nada disso tornou meu tratamento mais fácil ou menos sofrido, 
mas com certeza ajudou a torná-lo mais viável para mim e para 
aqueles que se importam comigo.

Andrew Griffith
Paciente Canadense


e eu comecei a escrever este blog, para me ajudar e ajudar a outros !

Estadiamento do Câncer de Bexiga

O estadiamento descreve aspectos do câncer, como localização, se disseminou,
 e se está afetando as funções de outros órgãos do corpo. Conhecer o 
estágio do tumor ajuda na definição do tipo de tratamento e o prognóstico 
do paciente.

Existem dois tipos de estadiamento para o câncer de bexiga:

  • Clínico - É a melhor estimativa da extensão da doença, baseado nos 
  • resultados do exame físico, biópsia, e exames de imagem.
  • Patológico - Baseado nos mesmos fatores do estágio clínico, 
  • acrescentado dos achados durante o procedimento cirúrgico.

Os estágios clínicos e patológicos podem ser diferentes em alguns 
casos, por exemplo, durante a cirurgia o médico pode encontrar 
doença em uma área que não aparecia nos exames de imagem, 
o que implica num estadiamento patológico mais avançado.

Sistema de Estadiamento TNM


O sistema de estadiamento utilizado para o câncer de bexiga é 
o sistema TNM da American Joint Committee on Cancer. 
O sistema TNM utiliza três critérios para avaliar o estágio 
do câncer: o próprio tumor, os linfonodos regionais ao redor 
do tumor, e se o tumor se espalhou para outras partes do corpo.

TNM é abreviatura de tumor (T), linfonodo (N) e metástase (M):

  • T – Indica o tamanho do tumor primário e se disseminou para outras áreas.
  • N – Descreve se existe disseminação da doença para os linfonodos regionais 
  • ou se há evidência de metástases em trânsito.
  • M – Indica se existe presença de metástase em outras partes do corpo.

Tumor
 - Pelo sistema TNM, o T acompanhado de um número (0 a 4) 
é usado para descrever o tumor primário, particularmente o seu tamanho. 
Pode também ser atribuída uma letra minúscula "a" ou "b" com base 
na ulceração e taxa mitótica.

Linfonodo - O N no sistema TNM representa os linfonodos regionais, 
e também é atribuído a ele um número (0 a 3), que indica se a 
doença disseminou para os gânglios linfáticos. Pode também ser 
atribuída uma letra minúscula "a", "b", ou "c", conforme descrito abaixo.

Metástase - O M no sistema TNM indica se a doença se espalhou 
para outras partes do corpo.

  • Categorias T

TX - O tumor primário não pode ser avaliado.

T0 - Não há evidência de tumor primário.

Ta - Carcinoma papilífero não invasivo.

Tis - Carcinoma in situ: tumor plano.

T1 - Tumor que invade o tecido conjuntivo sub-epitelial

T2 - Tumor que invade o músculo.
T2a - Tumor que invade a musculatura superficial (metade interna)
T2b - Tumor que invade a musculatura profunda (metade externa)

T3 - Tumor que invade tecido perivesical:
T3a - Microscopicamente.
T3b - Macroscopicamente (massa extravesical).

T4 - Tumor que invade qualquer uma das seguintes estruturas: 
próstata, útero, vagina, parede pélvica ou abdominal.
T4a - Tumor que invade próstata, útero ou vagina
T4b - Tumor que invade parede pélvica ou parede abdominal

  • Categorias N

NX - Os linfonodos regionais não podem ser avaliados.

N0 - Ausência de metástase em linfonodo regional

N1 - Metástase, em um único linfonodo.

N2 - Metástase, em um 2 ou mais linfonodos.

N3 - Metástase em linfonodos ao longo da artéria ilíaca.

  • Categorias M

M0 - Ausência de metástase à distância.

M1 - Metástase à distância.

Estágios do Câncer de Bexiga

Estágio 0a - Ta, N0, M0.

Estágio 0is - Tis, N0, M0.

Estágio I - T1, N0, M0.

Estágio II - T2a ou T2b, N0, M0.

Estágio III - T3a, T3b, ou T4a, N0, M0.

Estágio IV - T4b, N0, M0; Qualquer T, N1 a N3, M0; Qualquer T, qualquer N, M1.