domingo, 23 de abril de 2017

Receita de chocolate quente cremoso pelo Poetha ...

Receita de chocolate quente cremoso pelo Poetha ...

Ingredientes
2 xícaras (chá) de leite
1 colher (sopa) de amido de milho
3 colheres (sopa) de chocolate em pó
4 colheres (sopa) de açúcar
1 caixinha de creme de leite

.Modo de preparo:
Em um liquidificador, bata o leite, amido com o chocolate em pó e o açúcar. Despeje em uma panela e leve ao fogo baixo, mexendo sempre até ferver. Desligue, adicione o creme de leite e mexa bem até ficar h
omogêneo. Dica: Retire a canela e sirva quente.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Formas de aplicação da Quimioterapia

Há diferentes maneiras de receber o tratamento através da Quimioterapia. Conheça estas formas de aplicação:
Intravenosa (IV): A medicação vai diretamente na veia. É o método mais comum de administração de quimioterapia (forma de dar a medicação). Uma dose de quimioterapia intravenosa geralmente dura de alguns minutos a algumas horas, porém, algumas drogas são mais eficazes quando administradas em uma taxa lenta e contínua durante alguns dias, ou semanas, de cada vez.
Oralmente: O medicamento é tomado pela boca e engoliu como um comprimido, cápsula ou líquido.
Injeção: O medicamento é administrado com uma injeção no músculo ou à parte de gordura do braço, perna e no abdômen.
Intra-arterial (IA): O medicamento vai diretamente para a artéria que está fornecendo sangue para o câncer.
Intraperitoneal: O medicamento vai diretamente para a cavidade abdominal ou peritoneal (a parte do corpo que contém os intestinos, fígado, estômago e em mulheres, os ovários).
Intravesical:O medicamento vai diretamente para a cavidade através do uso de um cateter ou sonda para alcance do local, ex bexiga, intestino, vias urinarias, etc.

Tipos de Quimioterapia

Um tratamentos de câncer sistêmico trabalha interferindo de várias maneiras com o crescimento e divisão da célula cancerosa. As drogas da quimioterapia tradicional interferem tanto no processos das células cancerosas como das células normais, como a produção de proteínas. Entretanto, algumas das novas opções terapêuticas atingem com mais precisão as células do câncer, afetando os processos das mesmas mas não os das células normais. Estes tratamentos mais recentes têm efeitos coletarais diferentes (e normalmente menores) e podem ser usados sozinhos ou em combinação com a quimioterapia tradicional. Confira os tipos de tratamento por Quimioterapia:
Terapia Hormonal: Estes tratamentos alteram a quantidade de hormônios (substâncias químicas naturais que circulam na corrente sangüínea e regulam a atividade de determinadas células ou órgãos) no organismo, o que ajuda, pois vários tipos de câncer, incluindo câncer de mama e de próstata, só podem crescer e se espalhar na a presença de certos hormônios.
Terapia Direcionada: Estes tratamentos agem direcionados em genes-alvo específicos,  ou proteínas dentro da célula cancerosa, ou até afetam o tecido do ambiente que o câncer está localizado, o que contribui para o crescimento do câncer.
Imunoterapia: Estes tratamentos são destinadas a reforçar as defesas naturais do organismo para combater o câncer. Ele utiliza materiais feitos pelo corpo ou em um laboratório para incentivar, ou restaurar, a função do sistema imunológico.
ex:  Bacillus Calmette-Guerin (BCG) é uma droga que é utilizada como uma vacina para a tuberculose, e é também utilizado para o tratamento de cancro da bexiga superficial. Role para baixo para descobrir informação sobre os efeitos secundários da BCG tratamento, juntamente com a eficácia da droga como uma vacina e como opção de tratamento de cancro da bexiga.


Efeitos Colaterais da Quimioterapia

A quimioterapia ataca as células que estão crescendo ativamente, uma característica de células cancerosas, mas não faz distinção entre as células normais em crescimento ativo (tal como as células do sangue, boca, intestinos e cabelo) e as células cancerosas. Os efeitos colaterais ocorrem quando os danos da quimioterapia atingem células normais, saudáveis e que mantém funções do corpo e da aparência. No entanto, os médicos e os cientistas estão trabalhando continuamente para identificar novas drogas, métodos de administração (dosagem dos medicamentos), quimioterapia e combinações de tratamentos existentes que tenham um menos efeitos colaterais. Como resultado, muitos tipos de quimioterapia são mais fáceis de tolerar do que medicamentos usados até alguns anos atrás. Além disso, os médicos têm feito grandes progressos nos últimos anos na redução da dor, náuseas e vómitos, e outros efeitos colaterais. Durante seu tratamento o oncologista (médico do câncer) responsável irá trabalhar da melhor forma para prevenir ou evitar estes efeitos.
Efeitos Colaterais comuns da Quimioterapia
Diferentes drogas causam efeitos colaterais diferentes. Embora os efeitos colaterais possam ser previsíveis para determinadas classes de drogas, a experiência de cada pessoa com a quimioterapia é única. É sempre bom ter uma conversa com seu médico sobre os efeitos secundários específicos que podem ocorrer ou estão ocorrendo.
Com a maioria dos tipos de quimioterapia, a presença e a intensidade dos efeitos colaterais não serve como forma de medição de quão bem o tratamento está funcionando. No entanto, alguns efeitos colaterais da terapia-alvo, de fato, indicam a eficácia da medicação.
Os efeitos colaterais mais comuns da quimioterapia são:
Fadiga: Sensação persistente de cansaço ou exaustão. É o sintoma mais comum relatado pelos pacientes que recebem quimioterapia.
Feridas na boca e garganta: A quimioterapia pode danificar as células que revestem a boca e garganta. As feridas (também conhecidas como mucosite) aparecem geralmente de cinco a 14 dias após o tratamento com quimioterapia e podem ser infecciosas. No entanto, elas costumam sarar completamente quando o tratamento é terminado. Uma dieta e/ou higiene dental pobre durante o tratamento podem aumentar o risco de feridas na boca e garganta.
Diarréia: Certos medicamentos provocam a eliminação de resíduos moles ou líquidos. Um bom monitoramento sobre a alimentação pode prevenir e evitar que o paciente fique desidratado (condição quando o corpo não recebe a quantidade de líquidos que necessita) ou o desenvolvimento de outros problemas.
Náuseas e vômitos: A quimioterapia pode causar náuseas (vontade de vomitar, ou vomitar) e vômitos – um risco que depende do tipo e dose de quimioterapia. Com os medicamentos adequados, esses efeitos podem ser evitados em quase todos os pacientes.
Constipação: A quimioterapia, assim como alguns medicamentos para tratar náuseas e vômitos, dor, depressão, diarréia e pressão arterial, podem causar prisão de ventre, a passagem freqüente ou difícil de fezes. Pacientes também podem aumentar o risco de constipação caso não tenham uma dieta balanceado, não tomem bastante líquido, ou  façam atividades físicas suficientes.
Doenças sanguíneas: A quimioterapia afeta a produção de novas células sanguíneas na medula óssea, o esponjoso, massa interna do osso. Testes são realizados para indicar as condições do sangue e fazer contagem de células, evitando que o paciente tenha anemia (diminuição a capacidade do sangue para levar oxigênio pelo corpo) ou outros problemas. Essas condições podem ser tratadas com medicamentos que estimulam a medula óssea a produzir mais células formadoras de sangue que se desenvolvem em hemácias, leucócitos e plaquetas.
Efeitos no sistema nervoso: Algumas drogas causam danos nos nervos, resultando em um ou mais dos seguintes sintomas nervo ou músculo-relacionados:
  • Formigamento
  • Queimação
  • Fraqueza ou dormência de mãos e pés
  • Fraqueza, dores musculares, cansaço
  • Perda de equilíbrio e dificuldades para andar
  • Agitação ou tremores
  • Torcicolo
  • Dor de cabeça
  • Problemas visuais
  • Dificuldade auditiva
Estes sintomas costumam diminuir quando a dose de quimioterapia é reduzida ou o tratamento é interrompido, no entanto, em alguns casos, o dano é permanente.
Problemas de memória ou elaboração de pensamentos: Alguns pacientes sentem dificuldade em pensar com clareza e concentrar-se após a quimioterapia. Sobreviventes do câncer geralmente se referem a este efeito colateral como o “cérebro químico”, enquanto os médicos podem se referir a ele como alterações cognitivas ou disfunção cognitiva.
Problemas Sexuais: A quimioterapia pode afetar a função sexual e fertilidade (capacidade da mulher de conceber um filho ou manter uma gravidez e habilidade de um homem ser pai de uma criança). Converse com seu médico sobre os possíveis efeitos colaterais sexuais e reprodutivos, antes do início do tratamento.
Além disso, a quimioterapia é capaz de prejudicar o feto durante a gravidez, principalmente se este é dado durante o primeiro trimestre de gravidez, quando os órgãos do feto ainda estão em desenvolvimento. As mulheres devem tomar precauções para evitar a gravidez durante o tratamento e informar o seu médico caso fiquem grávidas.
Perda de Apetite: As pessoas que recebem quimioterapia podem comer menos do que o habitual, não sentir fome, ou se sentir satisfeitas depois de comer apenas uma pequena quantidade. Uma contínua perda de apetite pode levar à perda de peso, desnutrição e perda de massa muscular e força, que podem dificultar a capacidade do organismo de se recuperar da quimioterapia. É importante manter uma dieta balanceada e indicada por especialistas para cada pessoa.
Dor: A quimioterapia pode causar dor, para algumas pessoas, incluindo feridas na boca, dores de cabeça, dor muscular, dor de estômago e dores de danos nos nervos, tais como dormência, ardor, ou dores de tiro (na maioria das vezes nos dedos das mãos e dos pés). A dor eventualmente diminui, mas algumas pessoas podem ter sintomas persistentes por meses ou anos de danos permanentes aos nervos. Os médicos podem tratar a dor ao focar na origem da dor, alterando a percepção da mesma, geralmente com medicamentos para alívio da dor. Podem também interferir com os sinais de dor enviados para o cérebro através de tratamentos da coluna vertebral.
Perda de Cabelo: Os pacientes que recebem a quimioterapia pode perder o cabelo por todo o corpo, gradualmente ou em grupos. Este efeito colateral frequentemente se inicia após as primeiras semanas ou sessões de quimioterapia e tende a aumentar por 1 a 2 meses de tratamento. O renascimento dos cabelos ocorre geralmente de 1 a 3 meses após início da terapia de manutenção ou após o fim da quimioterapia intensiva.
Efeitos Colaterais de longo prazo: Muitos efeitos colaterais da quimioterapia desaparecer no final do tratamento. No entanto, alguns podem persistir, retornar, ou surgirem mais tarde. Por exemplo, alguns tipos de quimioterapia estão associadas a danos permanentes em órgãos como o coração, pulmão, fígado, rins e sistema reprodutivo. Além disso, algumas pessoas sentem que as funções cognitivas (como o pensamento, concentração e memória) permanecem como um desafio por meses ou anos após o tratamento. Enquanto isso, alterações no sistema nervoso podem se desenvolver meses ou anos após o tratamento, e crianças que receberam a quimioterapia podem ter efeitos tardios (efeitos secundários que ocorrem vários anos após o diagnóstico de câncer e o tratamento bem sucedido).
Os sobreviventes de câncer têm maior risco de desenvolver um segundo câncer mais tarde na vida. Os cuidados de acompanhamento são essenciais para todos e podem incluir tanto exames físicos regulares como exames para monitorar a recuperação física e social nos próximos meses e anos após o tratamento.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Campanha de ajuda

Oi, resolvi levado por estes momentos que tem me apertado o cerco,
a deixar de vergonha e aceitar ajuda, para conseguir medicamentos
e também preciso quitar minhas contas, há algumas urgentes, assim... A quem não sabe sou Cardiopata tri arterial e ventricular grave ( 3 safenas
1 mamaria 3 stents e 3 balões) indo para a fila de espera para transplante,
que só irei quando estiver 100% livre do câncer, sim sou portador de Câncer,
ambos em tratamento contínuo... Estou pedindo para meus amigos me ajudarem depositando qualquer
quantia na minha conta poupança e/ou adquirindo algum dos meus
medicamentos (segue receitas do tratamento imediato e do contínuo) CAIXA ECONÔMICA FEDERAL Agência 385 Conta Poupança 81521-3 Operação 13 ABILIO MACHADO DE L. FILHO

Este é de tratamento imediato



Este é experimental para ser contínuo
Estes são os contínuos



Grato, que o Deus de teu coração lhe retribua com grandes bençãos !!!

INFECÇÃO URINÁRIA DE REPETIÇÃO – CAUSAS E PREVENÇÃO

A proposta da químio com a aplicação da BCG in loco é provocar uma cistite também em alto grau para que esta infecção cumpra o papel de remover em camadas o tumor pós raspagem cirúrgica... porém muitas mulheres costumam ter 3 ou mais episódios de infecção urinária por ano. As causas podem ter uma origem genéticas ou serem apenas resultados de maus hábitos que podem ser corrigidos, no meu caso as provocações acontecem em ciclos de três a seis semanas, com aplicações a cada sexta feira deste ciclo...por isto posso dizer  quanto eu entendo as dores que estas mulheres sofrem...


Infecção urinária
Dizemos que um paciente tem infecção urinária de repetição ou infecção urinária recorrente, quando ele ou ela apresentam 2 ou mais episódios de infecção em um intervalo de 6 meses ou 3 ou mais infecções em um intervalo de 1 ano.
A infecção urinária de repetição é comum nas mulheres e não costuma estar relacionado a nenhum problema anatômico no trato urinário. Já nos homens, a infecção urinária é um evento raro; quando ela ocorre com frequência, quase sempre é porque há algum problema estrutural nas vias urinárias.
Neste artigo vamos explicar por que a infecção urinária recorrente surge, quais são os seus fatores de risco e quais são as opções de prevenção.

TIPOS DE INFECÇÃO URINÁRIA

A infecção do trato urinário (ITU) é habitualmente dividida em 2 tipos:
1- Cistite
A infecção da bexiga é chamada de cistite. Seus sintomas mais comuns incluem: dor para urinar (disúria), vontade urinar a toda hora (polaciúria), sangue na urina (hematúria), dor no baixo ventre e sensação de esvaziamento incompleto da urina.
A cistite é um quadro que não costuma provocar febre e raramente provoca alguma complicação.
Para saber mais detalhes sobre a cistite, leia: CISTITE – Sintomas, Causas e Tratamento.
2- Pielonefrite
A infecção de um ou ambos os rins é chamada de pielonefrite. A pielonefrite é um quadro bem mais grave que a cistite. Seus sintomas incluem febre alta, dor lombar, fraqueza, náuseas e vômitos. Se não for tratada adequadamente, ela pode ser fatal.

Para saber mais detalhes sobre a pielonefrite, leia: PIELONEFRITE – Causas, Sintomas e Tratamento.

CAUSAS DA INFECÇÃO URINÁRIA DE REPETIÇÃO

A imensa maioria dos casos de infecção urinária de repetição são, na verdade, quadros de cistite de repetição. Pielonefrite recorrente em mulheres saudáveis é uma situação rara.
Quase metade das mulheres (44%) que apresentam um quadro de cistite acabam tendo uma recorrência dentro de um ano. Em 25% dos casos, a recorrência ocorre dentro de 6 meses.
Como já referido na introdução do texto, homens com ITU de repetição costumam ter algum defeito na anatomia do trato urinário, como alterações da próstata, obstrução do ureter ou estenoses (apertos) na uretra. Não é esperado que um homem saudável tenha infecções recorrentes da bexiga.
Já nas mulheres, a maioria dos casos de cistite recorrente surge em pacientes saudáveis e sem nenhuma alteração da anatomia urinária. Frequentemente, a causa da infecção urinária permanece desconhecida.
Se você quiser entender melhor por que a infecção urinária urinária é bem mais comum nas mulheres que nos homens, assista ao vídeo abaixo produzido pela equipe do MD.Saúde.

FATORES DE RISCO PARA CISTITE RECORRENTE

As bactérias que causam a cistite não vivem no trato urinário; elas são enterobactérias que vivem no trato gastrointestinal e na região ao redor do ânus. A infecção urinária surge quando essas bactérias migram da região perianal e passam a colonizar a região ao redor da uretra.
Mulheres que apresentam infecção urinária de repetição apresentam sua região periuretral mais susceptível à colonização por enterobactérias, principalmente pela Escherichia coli. Essa predisposição parece ter origem genética. As bactérias causadoras de infecção urinária têm mais facilidade de se aderir às células da uretra dessas pacientes do que da população em geral.
É muito comum que uma mulher com infecção urinária de repetição tenha uma mãe, avó ou tia com o mesmo problema.
Além da maior susceptibilidade genética, alguns fatores ambientais também costumam estar presentes nas mulheres que têm cistite de repetição. Alguns podem ser corrigidos, outros não.
Entre os fatores de risco mais comuns, podemos citar:
  • Uso de substâncias que contenham espermicidas.
  • Ducha vaginal.
  • Maus hábitos de higiene após evacuar.
  • Excesso de higiene íntima.
  • Diabetes mellitus (leia: PRIMEIROS SINTOMAS DO DIABETES).
  • Menopausa (leia: 25 SINTOMAS DA MENOPAUSA – CLIMATÉRIO).
Existem também os casos de infecção urinária de repetição que costumam surgir somente após uma relação sexual. Nestes casos, chamados de cistite pós-coito ou cistite da lua-de-mel, as mulheres desenvolvem os sintomas de ITU 24 a 48 horas após uma relação sexual.
Explicamos a infecção urinária pós-sexo com detalhes no artigo: CISTITE DA LUA-DE-MEL – Infecção Urinária Após Sexo.

PREVENÇÃO DA CISTITE DE REPETIÇÃO

Se a mulher com infecção urinária recorrente tiver algum fator de risco que possa ser modificado, esse deve ser o primeiro passo na estratégia de prevenção.
Aprender a se limpar corretamente após a evacuação, evitar ducha vaginal, evitar espermicidas, urinar imediatamente após uma relação sexual, evitar o uso de produtos químicos para higiene íntima ou utilizar cremes vaginais à base de estrogênio após a menopausa são algumas das medidas que podem ser instituídas.
Entretanto, muitas mulheres têm ITU de repetição e não conseguem identificar nenhum fator de risco modificável. Esses são os casos nos quais devemos avaliar a instituição de antibióticos profiláticos.
No artigo: 21 DICAS PARA PREVENÇÃO DA INFECÇÃO URINÁRIA abordamos vários fatores risco para a ITU que podem ser prevenidos com atitudes simples. Neste texto falaremos apenas da prevenção com antibióticos.
Prevenção da infecção urinária recorrente com antibióticos
A profilaxia da cistite recorrente com antibióticos é uma forma comprovadamente eficaz de manter as mulheres livres de infecção urinária.
O início dos antibióticos como forma de prevenção só deve ser feito quando a mulher estiver sem infecção urinária ativa. Em geral, os médicos tratam a infecção e solicitam uma urocultura 1 ou 2 semanas após o fim do tratamento para comprovar a cura. Se a urocultura vier negativa, o início da profilaxia com antibióticos está autorizado (leia: EXAME UROCULTURA – Quando fazer e como colher).
Existem duas formas de antibioterapia profilática para ITU:
  • Antibióticos pós-coito.
  • Antibióticos contínuos em dose baixa.
1- Antibióticos pós-coito
A antibioterapia profilática pós-coito está indicada para as mulheres com cistites de repetição que estão claramente associadas ao sexo (início dos sintomas 24 a 48 horas após uma relação sexual).
Nesta forma de prevenção, a paciente deve tomar 1 comprido de antibiótico logo após o fim da relação sexual.
As opções mais indicadas são:
  • Trimetoprim-sulfametoxazol (Bactrim) 40 mg/200 mg ou 80 mg/400 mg (leia: Bactrim – Sulfametoxazol-Trimetoprima – Dose, Indicações e Efeitos).
  • Nitrofurantoína 50 mg ou 100 mg (leia: MACRODANTINA (Nitrofurantoína) – Posologia e Contra-Indicações).
  • Cefalexina 250 mg (leia: CEFALEXINA – Para que serve, como tomar e efeitos adversos).
  • Ciprofloxacino 125 mg (leia: CIPROFLOXACINO – Dose, Indicações e Efeitos Colaterais).
  • Norfloxacino 200 mg.
  • Ofloxacino 100 mg.
Esses antibióticos podem ser feitos por tempo indeterminado. A maioria dos médicos mantém essa estratégia por pelo menos 1 ano.
2- Antibióticos de uso contínuo
Se a infecção urinária de repetição não estiver associada à relação sexual recente, a prevenção pode ser feita com antibióticos de uso diário por um período mínimo de 6 a 12 meses.
As doses e os antibióticos mais indicados são os mesmos listados acima para profilaxia pós-coito. A única diferença é o Bactrim (Trimetoprim-sulfametoxazol) que pode ser usado nas doses de 40 mg/200 mg 3 vezes por semana ou 1 vez por dia.
A escolha do melhor antibiótico para uso profilático, seja pós-coito ou diariamente deve levar em conta os resultados mais recentes das uroculturas. O tipo de bactéria responsável e o perfil de resistência devem ser levados em cota.
Em regra, após 1 ano de profilaxia, os antibióticos são suspensos e a paciente não volta a ter episódios recorrentes de ITU. Se isso ocorrer, a profilaxia pode ser reiniciada.

14 SINAIS E SINTOMAS TÍPICOS DE CÂNCER

Quando procurei ajuda, fui procurando uma coisa devido a sintomas, um de meus testículos estava bem maior que o outro e muito dolorido, e quando foi feito o ultrassom eis que achamos o tumor papilífero urotelial em alto grau na bexiga... Alguns sintomas que tinha: ardência ao urinar, hematúria, sensação de nunca esvaziar a bexiga, dores na púbis... só agora depois de várias quimios e rtus é que voltamos a atenção ao testículo que continua dolorido...

Cada tipo de câncer possui sintomas distintos. Não há um  sintoma e característico de câncer que seja comum a todos os tipos.

Câncer
O câncer é uma grave doença que surge quando alguma célula do nosso organismo sofre uma mutação, perde suas características naturais e passa a se multiplicar de forma desordenada, invadindo órgãos e vasos sanguíneos.
Câncer é um termo genérico que se aplica a mais de 100 doenças diferentes. Cada tipo de câncer apresenta causas, evolução, agressividade, sintomas e tratamentos completamente distintos. Apenas como analogia, podemos dizer que dois cânceres diferentes como a leucemia e o câncer de pele possuem tantas semelhanças quanto a pneumonia e o tétano, ambas doenças infecciosas causadas por bactérias.
Por isso, quando os pacientes vão à internet à procura de informações sobre “sintomas do câncer” dificilmente vão encontrar o que desejam. Cada tipo de câncer possui sintomas distintos. Não há um sintoma característico de câncer que seja comum a todos os tipos. O que a maioria dos cânceres costuma manifestar são sinais e sintomas inespecíficos, como emagrecimento, cansaço, dor no corpo, etc., que podem ocorrer também em centenas de outras doenças.
Também falamos sobre o câncer nestes artigos:
– O QUE É O CÂNCER?
– O QUE É CARCINOMA?
– ALIMENTOS E CÂNCER
– PREVENÇÃO DO CÂNCER
No artigo de hoje vamos citar os 14 sintomas mais comuns que pessoas que recebem o diagnóstico de câncer costumam apresentar. Lembre-se que a chance de cura para qualquer tipo de câncer é maior se este for detectado precocemente. Se você apresenta alguns dos sinais e sintomas que serão descritos abaixo, procure atendimento médico, não fique à espera de uma melhora espontânea com o passar do tempo. Se for um câncer, a espera pode fazê-lo perder o tempo ideal para o tratamento. O recorrente pensamento “vou esperar para ver se passa” pode se transformar em um “esperei demais e perdi a chance de cura”.

SINAIS E SINTOMAS DE CÂNCER

A lista com os sinais e sintomas comuns em pacientes com câncer que será discutida neste artigo é:
  1. Lesões de pele.
  2. Nódulo na próstata.
  3. Nódulo na mama.
  4. Sangue nas fezes.
  5. Tosse com expectoração sanguinolenta.
  6. Sangramento vaginal.
  7. Nódulo na tireoide
  8. Perda de peso não intencional.
  9. Dificuldade para engolir.
  10. Sangue na urina.
  11. Aumento dos linfonodos.
  12. Rouquidão se motivo claro.
  13. Anemia
  14. Alterações nos testículos.

1 – LESÕES DE PELE

O câncer mais comum em todo mundo é o câncer de pele. Portanto, uma lesão na pele talvez seja o sinal ou o sintoma que mais habitualmente indica a presença de um câncer.
Melanoma
Dividimos os cânceres de pele em melanoma e não-melanoma, sendo o primeiro grupo muito agressivo e o último mais brando.
O melanoma costuma se apresentar com uma mancha escura na pele de aparecimento recente, em locais habitualmente expostos ao sol, como costas, braços, pernas e face. A lesão costuma se apresentar como uma nova “pinta” assimétrica, com bordos irregulares e alterações na tonalidade da cor. Explicamos o melanoma com mais detalhes no artigo: MELANOMA | Câncer de pele.

O câncer de pele não-melanoma também surge em áreas da pele mais expostas ao sol e costuma se apresentar como lesões avermelhadas, muitas vezes com elevações e escamações da pele. Uma aparência de pequena ferida que não cicatriza também é comum.

2 – NÓDULO NA PRÓSTATA

O câncer da próstata é câncer mais comum do sexo masculino, por isso, alterações na próstata, principalmente em indivíduos acima dos 50 anos devem ser sempre levadas a sério.
O sinal mais típico do câncer da próstata é um nódulo na próstata encontrado durante o exame de toque retal ou através de uma ultrassonografia.
O tumor da próstata se estiver próximo à uretra pode causas sintomas como jato urinário fraco, dificuldade para iniciar a micção e necessidade de urinar com frequência, sempre pequenos volumes.
Alguns tumores da próstata, entretanto, crescem longe da uretra e podem não causar nenhum sintoma até fases bem avançadas da doença. Por isso, o rastreio do câncer da próstata com o toque retal, o exame de PSA e a ultrassonografia são importantes na detecção precoce do tumor.
Falamos sobre o câncer da próstata com detalhes no artigo: CÂNCER DE PRÓSTATA | Sintomas e tratamento.

3 – NÓDULO NA MAMA

O câncer mais comum nas mulheres é o câncer de mama.
O primeiro sinal ou sintoma do câncer de mama costuma ser o aparecimento de um nódulo palpável em uma das mamas. Um nódulo maligno costuma ser duro, de formato irregular e bem aderido aos planos profundos.
A presença de gânglios na axila, alterações no mamilo, secreção sanguinolenta e alterações na textura da pele na mama também são sinais de alerta que podem indicar câncer de mama.
O autoexame das mamas deve ser realizado mensalmente para que pequenas anormalidades possam ser detectadas precocemente. Porém, nem todo câncer de mama é detectável à palpação; na verdade apenas 10% o são, por isso, o exame preventivo com mamografia é essencial.
Falamos sobre o câncer da mama com detalhes no artigo: CÂNCER DE MAMA | Sintomas e diagnóstico.

4 – SANGUE NAS FEZES

O quarto tipo de câncer mais comum é câncer de cólon e reto.
Os dois sintomas mais comuns do câncer colorretal são o sangramento nas fezes e a prisão de ventre de início recente. Como muitos indivíduos sofrem de constipação intestinal crônica, esse sinal acaba não ajudando muito, já que o paciente não nota muita alteração do seu padrão habitual de evacuação. A presença de sangramento anal, por outro lado, é um sinal que é mais fácil de ser notado.
É importante salientar que existem várias causas para sangramento nas fezes além do câncer de intestino. Hemorroidas, por exemplo, são causas comuns de sangramento anal (leia: HEMORROIDAS | Sintomas e tratamento).
No caso do câncer de cólon, quando há sangramento, o tumor costuma já estar bem avançado. Nas fases inicias o tumor pode até sangrar, mas o faz em pequenas quantidades, não sendo perceptível ao olho nu. Nestes casos o paciente pode apresentar anemia com carência de ferro, por perdas pequenas, porém constantes de sangue nas fezes (leia: ANEMIA FERROPRIVA | Carência de ferro). A pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia ajudam no diagnóstico (leia: SANGUE OCULTO NAS FEZES e EXAME COLONOSCOPIA).
Falamos sobre a perda de sangue nas fezes com detalhes no artigo: SANGUE NAS FEZES | Hemorragia digestiva.

5 – TOSSE COM SANGUE

O câncer de pulmão é outro tumor extremamente comum, só perdendo em incidência para o câncer de pele quando levamos em conta homens e mulheres juntos. 90% dos casos de câncer de pulmão ocorrem em fumantes (para saber mais sobre os fatores de risco para o câncer de pulmão, leia: CÂNCER DE PULMÃO | Cigarro e outros fatores de risco).
Portanto, o aparecimentos de alguns sinais e sintomas em fumantes deve acender um sinal de alerta. Cerca de 70% dos pacientes com câncer de pulmão apresentam tosse persistente. 50% apresentam tosse com escarro sanguinolento.
É importante salientar que várias doenças, entre elas a tuberculose e a bronquite crônica, esta última também causada pelo fumo, também pode se manisfestar com tosse e secreção sanguinolenta (para ver a lista completa de causas, leia: TOSSE E ESCARRO COM SANGUE | Principais causas).
O fato é que, independentemente de ser causada ou não por um câncer de pulmão, a presença de tosse com escarro sanguinolento quase sempre indica alguma doença potencialmente grave, sendo necessária avaliação médica imediata.

6 – SANGRAMENTO VAGINAL

O sangramento vaginal fora do período menstrual, durante a menopausa ou após relação sexual é um dos sintomas possíveis do câncer do colo do útero. Uma alteração do padrão menstrual, com aumento do volume de sangue, também é um sinal de alerta, principalmente em mulheres acima dos 45 anos.
A maioria dos casos de câncer de colo de útero é assintomática nas fases inicias, daí a importância do exame preventivo. Quando surgem os sintomas descritos acima, geralmente o tumor está em fase avançada.
Mais uma vez cabe ressaltar que há várias outras causas para sangramento vaginal, sendo a avaliação médica essencial para diferenciá-las.

7 – NÓDULO NA TIREOIDE

Um nódulo na tireoide é um achado muito comum, acometendo até 1/3 da população em geral. O nódulo geralmente é assintomático, mas pode ser palpável em alguns casos. Ter um nódulo na tireoide não costuma indicar uma doença mais grave, entretanto, cerca de 5% dos casos são na verdade um câncer de tiroide.
O aparecimento de um nódulo durante a vida adulta é algo relativamente comum e na maioria das vezes não indica a presença de um câncer. Já em crianças, a presença de um nódulo não é tão comum e deve ser encarada com mais cuidado. Um nódulo de tireoide em um criança tem o dobro de chances de ser um câncer quando comparado a um nódulo em um adulto.
Portanto, qualquer nódulo na tireoide deve ser avaliado por um médico endocrinologista para que a hipótese de câncer possa ser descartada. O principal fator de risco para o câncer de tireoide é a exposição à radiação durante infância/juventude.
Para saber mais sobre nódulos da tireoide, leia: NÓDULO DE TIREOIDE.

8 – PERDA DE PESO NÃO INTENCIONAL

Há vários mecanismos responsáveis pela perda de peso em pacientes com câncer. Anorexia e perda de peso estão presentes em mais de 50% dos pacientes com câncer no momento do diagnóstico. Até 35% dos pacientes com emagrecimento sem causa aparente têm câncer
O câncer costuma causar perda de apetite, mas o paciente pode perder peso e massa muscular sem que ainda tenha havido uma grande redução na sua ingestão de calorias. Ou seja, o paciente com câncer emagrece mesmo que ainda mantenha um boa ingestão de alimentos. Esta perda de peso ocorre pela produção de substâncias pelo tecido tumoral que leva ao consumo de massa muscular e gordura. Nas fases mais avançadas o paciente com câncer perde o apetite e o emagrecimento fica ainda mais evidente.
Além da anorexia e da ação direta de substâncias produzidas pelo tumor, existem também outros fatores associados à perda de peso no câncer, incluindo dor, distensão abdominal, náuseas, vômitos, infecções, dificuldade para engolir, saciedade precoce, má absorção dos alimentos ou efeitos adversos da quimioterapia ou radioterapia.
Quando o paciente já apresenta perda de peso, o câncer habitualmente já causa algum outro tipo de sintoma, o que ajuda no seu diagnóstico. Nestes casos, o tumor costuma ser facilmente identificável após uma simples investigação pelos médicos.

9 – DISFAGIA (DIFICULDADE PARA ENGOLIR)

A dificuldade para engolir recebe o nome de disfagia; é um sintoma comum de câncer do esôfago.
A disfagia geralmente é progressiva. Inicialmente o paciente começa a notar que algumas comidas mais sólidas parecem ficar transitoriamente impactadas no esôfago. Com o tempo essa impactação começa a incomodar mais e o paciente involuntariamente passa a dar preferência a alimentos mais pastosos. Em fases avançadas, apenas líquidos conseguem ser ingeridos.
Além da dificuldade para engolir alimentos sólidos, o paciente também costuma apresentar episódios de engasgos e sensação de queimação no peito. A presença de refluxo gastroesofágico é um fator de risco para o câncer de esôfago (leia: HÉRNIA DE HIATO | Refluxo gastroesofágico).
Além do câncer existem outras doenças que podem causar disfagia, entre elas: lesões neurológicas, refluxo gastroesofágico, acalásia, esclerodermia, entre outros.
Para saber mais detalhes sobre a disfagia, leia: DISFAGIA – DIFICULDADE PARA ENGOLIR.

10 – SANGUE NA URINA

A presença de sangue na urina, chamada de hematúria, é um sinal de que há alguma lesão do trato urinário, acometendo geralmente rins, ureteres, bexiga ou uretra.
Muitas vezes a hematúria é microscópica, só sendo identificada através de exames de urina (leia: EXAME DE URINA | Leucócitos, nitritos, hemoglobina…). Quando a presença de sangue na urina é visível, damos o nome de hematúria macroscópica. O cânceres de bexiga ou de rim costumam causar hematúria visível, deixando a urina avermelhada.
Várias doenças podem causar sangue na urina, como infecção urinária, cálculo renal, glomerulonefrite, etc. O câncer não costuma ser a primeira hipótese diagnóstica na maioria dos casos, porém, deve ser pensado quando o paciente apresentar também as seguintes características:
– Idade maior que 40 anos.
– Fumante.
– Grande quantidade de sangue na urina.
– História de uso prolongado de analgésicos.
– História de radiação na região pélvica
– História de contato prolongado com tinta
Falamos com mais detalhes da hematúria neste artigo: HEMATÚRIA | URINA COM SANGUE.

11 – AUMENTO DOS LINFONODOS

O aumento dos linfonodos (conhecidos também como gânglios ou ínguas), seja de forma generalizada ou apenas em uma região do corpo, pode também ser um sinal de câncer. A principal causa do aparecimento de gânglios palpáveis são as infecções. Algumas delas causam aumento generalizado dos gânglios, como tuberculose, sífilis, mononucleose, HIV… Outras infecções causam aumento localizado, como gânglios no pescoço nos casos de amigdalite.
Quando não há uma causa infecciosa óbvia para o aumento dos linfonodos, a origem pode ser um câncer. A neoplasia que mais causa linfonodos difusamente é o linfoma (leia: LINFOMA HODGKIN e LINFOMA NÃO-HODGKIN). Alguns cânceres também causam linfonodos localizados, como o gânglios na axila no caso de câncer de mama, ou gânglios no pescoço no caso de tumores da face e cabeça.
Linfonodos na região do cotovelo, axila ou clavícula são os mais associados à presença de um câncer e devem ser avaliados por um médico o mais depressa possível. Gânglios na região da virilha costumam ser benignos, geralmente causados por doenças sexualmente transmissíveis ou feridas de depilação. Porém, cânceres de útero, ovário, ânus ou pênis podem provocar o aumento de linfonodos nesta região.
Os linfonodos de origem maligna costumam ser duros e bem aderidos aos planos profundos da pele. Linfonodos de origem infecciosa tem consistência mais elástica e são dolorosos. A febre pode estar presente em ambos os casos, mas costuma ser alta nas infecções e baixa nas neoplasias malignas.

12 – ROUQUIDÃO

O surgimento de rouquidão é um sinal de lesão das cordas vocais. Ele é comum em pessoas que abusam da voz ou após quadros de laringite (leia: LARINGITE | Sintomas e tratamento). Cantores podem desenvolver nódulos nas cordas vocais que provocam alteração da voz. Pacientes com refluxo gastroesofágico grave também têm riscos de desenvolver rouquidão.
O câncer na região da laringe pode acometer as cordas e provocar rouquidão. Cigarro e álcool são os dois principais fatores de risco para este câncer. A presença de dor de gargante, rouquidão, dificuldade para engolir e emagrecimento fala fortemente a favor de um tumor na região do pescoço, principalmente em fumantes de longa data.

13 – ANEMIA

A anemia é um sinal muito comum de câncer e pode ocorrer em qualquer tipo de tumor. As células tumorais costumam produzir substâncias que agem na medula óssea, inibindo a produção de hemácias (glóbulos vermelhos),o que leva à anemia.
A anemia também pode ser provocada por perda de sangue, como nos casos dos cânceres do intestino e do estômago. Estes tumores costumam causar sangramentos que podem provocar anemias por carência de ferro (leia: ANEMIA FERROPRIVA | Carência de ferro). Nem sempre há sangue visível nas fezes. A perda de sangue pode ser pequena, porém constante, levando o paciente a ficar anêmico sem que a origem seja óbvia.
Para saber mais sobre as causas de anemia, leia: ANEMIA | Sintomas e causas.

14 – ALTERAÇÕES NOS TESTÍCULOS

O câncer de testículo é pouco comum na população geral, porém é o tumor maligno mais comum em homens entre 15 e 35 anos, um grupo que não costuma apresentar neoplasia malignas.
O achado mais comum no câncer de testículo é a presença de um massa na bolsa escrotal, que pode ser dolorosa ou não, associado à sensação de peso e a um testículo mais endurecido.
A dor no testículo não é dos sintomas mais comuns no câncer, sendo a presença de uma massa palpável um sinal que merece mais preocupação. Para ler sobre as causas de dor nos testículos: DOR NOS TESTÍCULOS | Principais causas.
Assim como as mulheres fazem no autoexame das mamas, todo homem deve fazer uma avaliação periódica da sua bolsa escrotal, procurando palpar massas ou alterações na consistência dos seus testículos. O câncer de testículo tem atualmente um elevada taxa de cura, acima de 90% nas fases iniciais. Portanto, qualquer alteração deve ser imediatamente avaliada por um médico urologista.