sexta-feira, 23 de junho de 2017

Como descartar medicamentos vencidos corretamente?


Devolver remédios vencidos ou suas sobras para uma farmácia de confiança é o jeito mais adequado de não pôr a saúde em risco, tampouco prejudicar o meio ambiente

Você se curou da tosse chata com um xarope, mas sobrou meio vidro daquele santo remédio. O que pensa em fazer com o resto dele? Guardar para uma próxima crise? Doar para um vizinho ou parente? Despejar no sistema de esgoto? "Não se deve descartar nenhum medicamento no lixo comum, nem no vaso sanitário, pois os mesmos são compostos de substâncias químicas que colocam em risco a saúde de crianças ou pessoas carentes que possam reutilizá-los, além da contaminação da água e do solo", explica a farmacêutica Endy Dórea. Ela conta que já trabalhou em uma grande rede de drogarias no Estado da Bahia cujos medicamentos vencidos retornavam para a central de distribuição. Esta, por sua vez, os encaminhava para uma empresa especializada em transporte e incineração desse tipo de resíduo.
Ampolas, seringas, agulhas e frascos de vidro danificados devem ser entregues à farmácia em uma sacola diferente daquela que contém restos de remédios

Responsabilidade compartilhada
Embora o exemplo citado seja uma prática consolidada entre as empresas do setor farmacêutico, ela não conta com a participação daquele que deve ser o maior interessado no assunto: o consumidor. Uma pesquisa realizada com 1009 paulistanos no ano de 2005, pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas e Bioquímicas Oswaldo Cruz (SP), revelou que 92,5% dos entrevistados nunca perguntaram como fazer o descarte de produtos farmacêuticos de forma correta, apesar de 63,3% deles reconhecerem o elevado risco de jogá-los fora indiscriminadamente. No entanto, essa realidade está mudando: associações e empresas da indústria e do comércio farmacêuticos, assim como instituições de coleta seletiva, com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), discutem o melhor modo de concretizar um programa integrado de logística reversa.
Enquanto isso não ocorre, iniciativas privadas promovem programas de conscientização e informação para o consumidor final, investindo em coletores específicos nos pontos de venda de medicamentos e divulgando os programas. "A responsabilidade tem de ser compartilhada ao longo da cadeia de resíduos: fabricante, distribuidor, comerciante e consumidor. Todos são responsáveis, cada qual com sua parte", ressalta Rita Emmerich, engenheira química e representante da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP).
As embalagens dos medicamentos não devem ser reaproveitadas para o armazenamento de outras substâncias de consumo devido à potencial contaminação residual

Como fazer a separação 
É necessário tratar medicamentos e objetos perfurocortantes de modo distinto dos demais resíduos em sua casa. Contudo, não se preocupe em colocar a pomada aqui, o frasco de pílulas acolá, a cartela de comprimidos em outro lugar. O importante, mesmo, é diferenciar o que pode machucar quem irá manusear seu lixo daquilo que está protegido por uma embalagem. Sendo assim, ampolas, seringas, agulhas e frascos de vidro danificados devem ser entregues à farmácia em uma sacola diferente daquela que contém os demais produtos, como restos de remédios e itens fora do prazo de validade. Se a loja não disponibilizar coletores com as devidas separações, informe a quem receber de suas mãos o que cada sacola contém. "A forma mais correta de tratamento desse material seria a incineração em máquinas preparadas para esse fim, ou seja, com todos os aparatos para não poluir o meio ambiente", explica Rita.

E as embalagens? 
Nada de usar potinhos de remédios para guardar moedas, temperos... "As embalagens dos medicamentos não devem ser reaproveitadas para o armazenamento de outras substâncias de consumo devido à potencial contaminação residual. As embalagens secundárias (como caixas de papelão, por exemplo) podem ser recicladas", alerta Dórea. Mas a reciclagem fica a cargo das empresas gestoras de resíduos. Na dúvida, leve tudo junto para a farmácia, sem fazer distinção entre o que é reciclável ou não. Especialistas farão isso por você.

FONTES: GTT DE MEDICAMENTOS DA ANVISA; RITA EMMERICH, ENGENHEIRA QUÍMICA E REPRESENTANTE DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RESÍDUOS SÓLIDOS E LIMPEZA PÚBLICA (ABLP); SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS (SINDUSFARMA); FACULDADE DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS E BIOQUÍMICAS OSWALDO CRUZ (SÃO PAULO); ENDY DÓREA, 

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Queda de cabelos...

As pessoas cobravam tanto que eu apesar 
da quimio intravesical com instilação de BCG 
não caísse cabelos e barba .... 
Olha só ! Muito triste ver isso.



#diariodepaciente
#oncoguia

Como se Lembrar de Tomar os Remédios




Passos

  1. Imagem intitulada Remember to Take Medication Step 1
    1
    Comece a usar o calendário. É possível comprar um, pendurar no quarto e se treinar a olhar para ele todos os dias, fazendo anotações de acordo. Também há calendários eletrônicos na internet ou aqueles aplicativos que vêm no smartphone ou no computador. Alguns programas permitem que você faça anotações e automaticamente enviam lembretes por e-mail ou mensagem de texto.
  2. Imagem intitulada Remember to Take Medication Step 2
    2
    Crie lembrete visuais.
    • Coloque o remédio perto de algo com o qual você lide rotineiramente. Por exemplo, se você toma o comprimido de manhã, antes de dormir, coloque perto da cafeteira. Ou prenda a caixa ou o frasco na escova de dente utilizando velcro. Há também lembretes visuais específicos para isso.
    • Transforme o ato de se medicar em algo do cotidiano. Se o horário do remédio for logo pela manhã, transforme num hábito o ato de tomá-lo logo após o banho ou assim que levanta da cama.
    • Compre notas adesivas para deixar na cozinha, no carro ou em qualquer lugar no qual você vá regularmente. Para medicamentos guardados na geladeira, cole um bilhetinho na porta do eletrodoméstico (ou na cafeteira) que diga: "Tomar comprimidos".
    • Se o comprimido precisa ser tomado com uma refeição, mantenha-o na mesa.
    • Se você utilizar o computador com frequência, crie um arquivo de texto na Área de trabalho contendo uma pequena lista de tarefas. Há também alguns programas de notas adesivas "eletrônicas", as quais você pode deixar diretamente na tela. Esses aplicativos geralmente apresentam a função de alarme; nela, a nota pisca ou emite som.
    • Se a lista de medicamentos for complexa, faça uma lista dos horários e prenda no espelho do banheiro. Também é possível imprimir uma tabela e riscar cada remédio tomado.
  3. Imagem intitulada Remember to Take Medication Step 3
    3
    Crie um lembrete auditivo. Esse é um método comum e bastante fácil de se lembrar de tomar os remédios. A maioria dos celulares tem a função de alarme, a qual você pode configurar para tocar diariamente no horário certo. Escolha um toque que o lembre do medicamento. Também há produtos feitos especificamente para isso; eles são essenciais para evitar erros ou confusões na hora de tomar os comprimidos. Se não tiver um celular, configure um relógio comum para tocar em determinado momento. Outra opção é comprar um relógio digital e configurar o alarme para tocar quantas vezes por dia forem necessárias. Um timer culinário com um teclado numérico também pode funcionar — compre um que marque as horas, não apenas os minutos e os segundos. Assim que o alarme tocar, tome o remédio imediatamente, para reforçar o hábito. Esperar alguns minutos vai acabar levando ao esquecimento, e isso vai estragar o propósito da coisa.
  4. Imagem intitulada Remember to Take Medication Step 4
    4
    Separe a medicação. Coloque frascos e caixas no balcão, incluindo a dose diária de vitaminas. Conforme pega um comprimido, feche o recipiente e coloque do lado esquerdo, formando duas pilhas. Lembre-se de que aqueles que você precisa tomar estão na sua frente. Os que você já tomou estarão na esquerda. Após terminar de tomar os medicamentos, coloque na pilha da esquerda. Agora você vai saber quais foram tomados e quais não. Outra maneira de evitar tomar o mesmo remédio duas vezes é separá-los em porta-comprimidos específicos. Se os compartimentos estiverem vazios, você saberá que já tomou o remédio. Esses porta-comprimidos estão disponíveis em diferentes tamanhos e cores. Compre um que possa armazenar uma quantidade de remédios referente a duas semanas.
  5. Imagem intitulada Remember to Take Medication Step 5
    5
    Adote a estratégia "dividir para conquistar". Ou seja, pegue metade dos comprimidos e coloque em outro lugar sem ser a casa, como no escritório. Se você se esquecer de tomar o remédio pela manhã, poderá facilmente fazer isso quando chegar no trabalho.
    • Atente-se para as condições de armazenamento do remédio, principalmente se você planeja mantê-lo no porta-luvas do carro num dia muito quente.
    • Se o remédio for faixa preta, é melhor pular esse passo e deixar todos os comprimidos em casa.
  6. Imagem intitulada Remember to Take Medication Step 6
    6
    Peça para outra pessoa lembrá-lo. É uma boa ideia pedir que um familiar ou amigo se lembre dos horários ou pergunte a você se já tomou o medicamento.
  7. Imagem intitulada Remember to Take Medication Step 7
    7
    Contrate um serviço específico. Atualmente, há empresas que enviam mensagens de texto para o seu celular na hora certa dos remédios.

Dicas

  • Nem todos os medicamentos estão disponíveis (ou são legais) em todos os países, portanto verifique. Algumas substâncias controladas podem não ser aceitas em alguns lugares, portanto, se for viajar, leve o fresco e, se possível, a receita do médico.
  • Leve também um recipiente com os comprimidos, as receitas e outros documentos médicos. Levando os medicamentos, você vai ter controle sobre a dosagem e os horários. Os documentos serão muito úteis numa emergência.
  • Use o calendário do celular para criar um alarme diário. Essa é a forma mais sutil de ser lembrado. Se estiver utilizando o telefone/Outlook da empresa, marque o lembrete como "privado" e crie uma descrição genérica para manter a privacidade.
  • Se estiver de férias, coloque as caixinhas originais dos remédios na mala. Se acontecer de você tiver uma emergência médica e não puder falar ou se lembrar, os profissionais vão poder determinar rapidamente os comprimidos que você toma. É difícil, demorado e até mesmo impossível determinar os medicamentos de outra forma. Por essa razão, nunca coloque vários comprimidos num mesmo frasco.
  • Lembre-se de levar os remédios quando for viajar. Ao colocar a escova de dentes na mala, coloque as caixas e os frascos também.
  • Se a medicação causar fotossensibilidade, passe protetor solar antes de sair de casa, mesmo se o tempo estiver nublado; você ficaria surpreso em saber o quão pouco de sol é necessário para ficar com uma queimadura!
  • Se escolher utilizar o alarme do telefone, use um toque facilmente associável com o fato de tomar os comprimidos. Assim, você não vai ficar acostumado a escutar algo diferente. Ou, se isso não funcionar, coloque o mesmo toque de chamada.
  • Antes de fazer uma viagem longa, peça uma receita dos remédios para o médico, assim, se você os perder, poderá comprar mais facilmente.
  • Há alguns produtos para ajudar você a se lembrar. Os porta-comprimidos e os relógios com alarme são apenas alguns.
  • Tenha cuidado ao se decidir por um método. Se você se acostumar muito com ele (como um bilhete na geladeira ou utilizando um porta-comprimidos), vai acabar ignorando-o.
  • Se os remédios forem para condições graves (como problemas no coração), use uma pulseirinha com tudo discriminado. Além disso, coloque também quaisquer interações ou alergias perigosas.

Avisos

  • Alguns remédios, principalmente aqueles de faixa preta, não devem ser deixados pela casa. Tranque-os num armário, numa gaveta ou numa caixa e não fique perambulando com eles de um lugar para o outro. Tente não deixar ninguém saber que você os toma e evite tomá-los em público. Não é incomum as pessoas roubarem esses comprimidos tanto para usar quanto para vendê-los.
  • Antes de sair da drogaria, veja se o remédio está correto. Os farmacêuticos também podem errar.
  • Faça uma nota mental ao tomar o remédio. Esquecer de tomá-lo é uma coisa, tomar a dosagem duplicada é outra. Se estiver utilizando uma nota adesiva, faça um risco ao lado do horário da medicação para saber que já a tomou.
  • Alguns medicamentos contêm avisos. Nesse caso, se você tomá-los de maneira errada, ou se eles forem ingeridos por pessoas com certas condições, podem ocorrer fatalidades. Guarde esses remédios num local seguro e, se acontecer um erro na dosagem, ligue para o médico imediatamente.
  • Se você se esquecer de um horário, leia a bula com atenção. Não tome a medicação assim que se lembrar — ainda que esse seja o caso de alguns comprimidos, outros podem não ser assim. Se não conseguir entender as instruções, peça ao farmacêutico para explicá-las.
  • Tenha consciência de que certas medicações podem causar vício. Se você começar a tomar mais comprimidos do que o recomendado, ligue para o médico imediatamente.
  • Verifique a precisão da receita e da dosagem, pois o farmacêutico pode lhe dar o remédio de outra pessoa por engano.
  • Ao deixar os frascos em determinados locais para se lembrar de tomar os comprimidos, tenha cuidado. Se você tiver filhos, não deixe nada dentro do alcance deles.

terça-feira, 30 de maio de 2017

URBS ?!


Senhores responsáveis pela URBS , Prefeito Rafael Greca de Macedo (era meu brow de face na campanha agora ?) , Prefeito Marcelo Puppi , Secretaria da Assistência Social ou da Saúde gostaria de saber porque ou qual a razão que a urbs não está fornecendo isenção ao transporte a pacientes da região metropolitana, principalmente Campo Largo, pacientes que como eu necessitam circular pela cidade devido a exames, consultas e quimioterapia.
Mesmo que ate possamos usar a van da saúde para chegarmos ao hospital nem sempre somos atendidos a tempo de retornarmos com a mesma, e nem também sempre depois de uma instilação intravesical com BCG o paciente vai poder ficar esperando ate o horário em que a van passe, isso no caso de ser atendido antes.
Desde já grato por sua atenção e aguardando resposta já que é um DIREITO adquirido o de sermos isentos mediante o atestado e ou laudo com CID . 
Abilio Machado.


Visita depois de 2 anos ...


Meninos e meninas, hoje aconteceu um fato muito, muito interessante depois de dois anos recebi a visita médica domiciliar e da Agente Comunitária de Saúde, que ainda ousou dizer-me mentiroso sobre as vistas que não fez a mim e a meus vizinhos, se a mesma nem sabia sobre meus internamentos cardíacos no ano passado, tampouco sobre os ocorridos neste início de ano, ainda em período de tratamento. 
Para saber se houve ou não visitas é só perguntar: 
Quantos moradores atuais há no conjunto? 
Quantas visitas faz ao dia? 
Todos foram participativos nas duas campanhas de dengue realizadas recentemente? 
Se não achou o morador em determinado horário buscou retornar outro dia ou em outro horário? 
No meu caso era perguntar como estaria meu quadro clinico hospitalar ? 
Se a vizinha sarou da ferida na perna ? 
Se a outra vizinha tem tomado suas medicações corretamente ?(pois não conseguiu no posto) etc... 
Fico indignado em saber que há moradores do conjunto que moram a anos e nem sabem o nome da agente pois nunca foram visitados, outros moraram e mudaram-se sem a conhecerem.
Outro fato é que costas largas eihm... ?
Como podemos melhorar este contato moradores - pacientes - agentes ?
Esqueci de oferecer a cartilha (Apostila do curso) do Agente Comunitário de Saúde !


O AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE

A importância ...

Você, agente, é um personagem fundamental, pois é quem está mais próximo dos problemas que afetam a comunidade, é alguém que se destaca pela capacidade de se comunicar com as pessoas e pela liderança natural que exerce. Sua ação favorece a transforma- ção de situações-problema que afetam a qualidade de vida das famílias, como aquelas associadas ao saneamento básico, destinação do lixo, condições precárias de moradia, situações de exclusão social, desemprego, violência intrafamiliar, drogas lícitas e ilícitas, acidentes etc.

Seu trabalho tem como principal objetivo contribuir para a qualidade de vida das pessoas e da comunidade. Para que isso aconteça, você tem que estar alerta. Tem que estar sempre “vigilante”.

Seu trabalho é considerado uma extensão dos serviços de saúde dentro das comunidades, já que você é um membro da comunidade e possui com ela um envolvimento pessoal. 


O papel do Agente Comunitário de Saúde na Estratégia Saúde da Família do Brasil está sendo reconhecido como um potencial benefício tanto para os sistemas de saúde em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvidos.



“Ser ACS é, antes de tudo, ser alguém que se identifica em todos os sentidos com a sua própria comunidade, principalmente na cultura, linguagem e costumes.Precisa gostar do trabalho. Gostar principalmente de aprender e repassar as informações, entender que ninguém nasce com o destino de morrer ainda criança...” Teresa Ramos – ACS, Recife.


Para realizar um bom trabalho, você precisa:
• Conhecer o território ; 
• Conhecer não só os problemas da comunidade, mas também suas potencialidades de crescer e se desenvolver social e economicamente; 
• Ser ativo e ter iniciativa; 
• Gostar de aprender coisas novas; 
• Observar as pessoas, as coisas, os ambientes; 
• Agir com respeito e ética perante a comunidade e os demais profissionais.

Detalhando um pouco mais as suas ações 

Você deve estar sempre atento ao que acontece com as famílias de seu território, identificando com elas os fatores socioeconômicos, culturais e ambientais que interferem na saúde. Ao identificar ou tomar conhecimento da situação-problema, você precisa conversar com a pessoa e/ou familiares e depois encaminhá-la(los) à unidade de saúde para uma avaliação mais detalhada. Caso a situação-problema seja difícil de ser abordada ou não encontre abertura das pessoas para falar sobre o assunto, você deve relatar a situação para a sua equipe.

Podemos dizer que o ACS deve:
• Identificar áreas e situações de risco individual e coletivo; 
• Encaminhar as pessoas aos serviços de saúde sempre que necessário; 
• Orientar as pessoas, de acordo com as instruções da equipe de saúde;
 • Acompanhar a situação de saúde das pessoas, para ajudá-las a conseguir bons resultados.

Há situações em que será necessária a atuação de outros profissionais da equipe
sendo indicado o encaminhamento para a unidade de saúde. Você deverá comunicar à equipe quanto à situação encontrada, pois, caso não ocorra o comparecimento à unidade de saúde, deverá ser realizada busca-ativa ou visita domiciliar. Todas as ações são importantes e a soma delas qualifica seu trabalho. No entanto você deve compreender a importância da participação popular na construção da saúde, estimulando assim as pessoas da comunidade a participarem das discussões sobre sua saúde e o meio ambiente em que vivem, ajudando a promover a saúde e a construir ambientes saudáveis. 
Situações de risco são aquelas em que uma pessoa ou grupo de pessoas “corre perigo”, isto é, tem maior possibilidade ou chance de adoecer ou até mesmo de morrer.

Alguns exemplos de situação de risco: 
• Bebês que nascem com menos de dois quilos e meio; 
• Crianças que estão desnutridas; 
• Filhos de mães que fumam, bebem bebidas alcoólicas e usam drogas na gravidez; 
• Gestantes que não fazem o pré-natal; 
 Gestantes que fumam;
• Gestantes com diabetes e/ou pressão alta; 
• Acamados; 
• Pessoas que precisam de cuidadores, mas não possuem alguém que exerça essa função; 
• Pessoas com deficiência que não têm acesso às ações e serviços de saúde, sejam estes de promoção, proteção, diagnóstico, tratamento ou reabilitação; 
• Pessoas em situação de violência; 
• Pessoas que estão com peso acima da média e vida sedentária com ou sem uso do tabaco ou do álcool. 

Nesses casos, as pessoas têm mais chance de adoecer e morrer se não forem tomadas as providências necessárias. 

É necessário considerar ainda condições que aumentam o risco de as pessoas adoecerem, por exemplo: 
• Baixa renda; 
• Desemprego; 
• Acesso precário a bens e serviços: água, luz elétrica, transporte etc.); 
• Falta de água tratada; 
• Lixo armazenado em locais inadequados; 
• Uso incorreto de venenos na lavoura; 
• Poluição do ar ou da água; 
• Esgoto a céu aberto; 
• Falta de alimentação ou alimentação inadequada; 
• Uso inadequado de medicamentos prescritos; 
• Automedicação; 
• Descontinuidade de tratamento.

A situação de risco pode ser agravada por obstáculos ou fatores que dificultam ou impedem as pessoas de terem acesso às unidades de saúde, como: 
• Localização do serviço com barreiras geográficas ou distante da comunidade; 
• Ausência de condições para acesso das pessoas com deficiência física: falta de espaço para cadeira de rodas, banheiros não adequados; 
• Serviços de transporte urbano insuficientes; 
• Horários e dias de atendimento restritos ou em desacordo com a disponibilidade da população; 
• Capacidade de atendimento insuficiente; 
• Burocratização no atendimento; 
• Preconceitos raciais, religiosos, culturais, sociais, entre outros.

Existem situações de risco que afetam a pessoa individualmente e, portanto, têm soluções individuais. Outras atingem um número maior de pessoas em uma mesma comunidade, o que irá exigir uma mobilização coletiva, por meio da participação da comunidade integrada às autoridades e serviços públicos. Os Conselhos de Saúde (locais, municipais, estaduais e nacional) e as Conferências são espaços que permitem a participação democrática e organizada da comunidade na busca de soluções.

Você já refletiu sobre como você tem desenvolvido o seu processo de trabalho?
Você sabia desta sua importância na saúde de seu bairro e da sua cidade ?

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Lista de doenças graves que possibilitam o segurado obter o benefício por incapacidade...


...sem cumprir o período mínimo de carência
izações

Carência é definida pela lei como sendo o período ou número mínimo de contribuições mensais indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício.

O período de carência para a concessão da aposentadoria por invalidez é de 12 contribuições mensais. A concessão independe de carência no caso de o segurado sofrer acidente de qualquer natureza ou causa.

Quando a incapacidade do segurado for decorrente de acidente do trabalho ou doença profissional, não será exigida a carência de 12 contribuições mensais.

Também não será exigida a carência quando a incapacidade do segurado ocorrer por algum acidente de qualquer natureza, mesmo sem ter nenhuma relação com o seu trabalho. Podemos exemplificar esta situação uma pessoa que em sua própria residência sofre uma forte queda que acarrete uma sequela incapacitante.

Assim, para a aposentadoria por invalidez acidentária (espécie B 92) nunca se exige carência, bastando a comprovação da qualidade de segurado e do nexo de causalidade entre a invalidez e a atividade laborativa. Já para a aposentadoria por invalidez previdenciária (espécie B 32), não se exige carência para os acidentes de qualquer natureza.

Outra hipótese de excludente ou não exigência de carência está prevista no artigo 26 da lei 8.213/91 que especifica nos casos em que o segurado for acometido de alguma das doenças e afecções especificadas em lista elaborada pelos ministérios da Saúde e do Trabalho e da Previdência Social a cada três anos, de acordo com os critérios de estigma, deformação, mutilação, deficiência, ou outro fator que lhe confira especificidade e gravidade que mereçam tratamento particularizado.



É necessário observar constantemente o rol de moléstias enumeradas no dispositivo legal. Atualmente, as doenças consideradas para fins de concessão do benefício sem exigência de carência, são as seguintes:
tuberculose ativa;
hanseníase;
alienação mental;
neoplasia maligna;
cegueira;
paralisia irreversível e incapacitante;
cardiopatia grave;
mal de Parkinson;
espondiloartrose anquilosante;
nefropatia grave;
estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante);
Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS;
contaminação por radiação com base em conclusão da medicina especializada; e
hepatopatia grave.

Nós compartilhamos do entendimento de que o rol de doenças especificadas na lista acima não tem natureza taxativa, isto significa que na hipótese do segurado apresentar uma doença tão grave quanto àquelas que foram relacionadas na lista, também compartilhará da exclusão da necessidade de cumprir o período de carência.

Necessário mencionar que os segurados especiais estão isentos do cumprimento do período de carência, devendo comprovar exercício de atividade rural nos doze meses imediatamente anteriores ao requerimento do benefício.